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CELEBRITIES: César, maior escultor de sua geração, ganha retrospectiva

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Conhecido como o “Oscar do cinema francês”, o César é um caso curioso. Seu nome não tem relação com a área que homenageia, mas com outra: a escultura. César (pronuncia-se “Cê-zár”) era a alcunha artística e, na prática, a oficial de César Baldaccini (1921-1998), autor do troféu que é entregue na premiação. O fato de um mestre das artes plásticas ter batizado um grande evento da sétima arte dá uma noção do prestígio do escultor — que já era considerado uma instituição nacional quando o o prêmio surgiu, em 1976. Celebrado em vida, cerca de 20 anos após sua morte ele ganha uma exposição retrospectiva (e, segundo os organizadores, definitiva) no Centro Georges Pompidou, em Paris.

A mostra, que foi aberta na última quarta-feira, dia 13, e fica em cartaz até 26 de março de 2018, apresenta 130 peças de César colhidas em coleções de todo mundo. Organizada em espaços temáticos, a mostra ocupa dois mil metros quadrados no 6º andar do prédio pós-moderno. Lá estão reunidas desde as primeiras obras de ferro soldado, até as famosas compressões (carros, lixo e sucata compactados), expansões (espumas de poliuretano que parecem congeladas em pleno movimento) e envelopagens (objetos, como uma antiga máquina de escrever, dentro de embalagens transparentes).

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Como ressaltam os curadores, é “uma oportunidade sem precedentes” de conhecer a variedade de uma obra que transitou por muitas formas, materiais e propostas. No livro livro “Les sept vies de César” (“As sete vidas de César”, de 1988), ele fez uma autoanálise de sua múltipla trajetória: “Eu tive várias vidas, várias casas, várias épocas. Eu não nego nada. Peço apenas que haja várias leituras: o confronto com a academia, a necessidade de renovação, o cotidiano, o testemunho diante da civilização industrial, a abstração, o fascínio dos novos materiais, o meu desejo de recuperar a ordem, a minha necessidade de destruir, reconstruir.

REI DA SUCATA

Stéphanie Busuttil-Janssen, 50 anos, foi companheira do escultor no final da vida — quando se conheceram, ela tinha 22, e ele, 68. Apontada como uma das mulheres mais elegantes da França, ela é presidente da Fondation César, que representa seu espólio, e considera que a retrospectiva que ajudou a organizar é fiel ao espírito do artista.

— Espero que a minha voz seja a dele. Creio que César estaria muito, muito feliz — diz Stéphanie.

Filho de um casal de imigrantes italianos da região da Toscana, César Baldaccini nasceu em 1921 em um bairro operário de Marselha, no sul da França. Aos 12 anos, largou a escola para trabalhar com o pai, que construía barris de madeira — ele comentava que foi durante este período que, antes de saber do que se tratavam, começou a ter as primeiras ideias de esculturas.

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Com 15 anos, o talento para artes manuais com todo tipo de material descartado o levou a aulas de arte noturnas em um colégio de Marselha. Conciliando o trabalho com os estudos, foi devagar, mas adiante: seis anos depois, aos 21, entrou na Escola de Belas-Artes de Paris, cidade onde viveu pelo resto da vida.

Após passar por uma fase clássica, fiel ao currículo escolar, César começou a ousar. A partir dos anos 1950, não tendo dinheiro para adquirir materiais “tradicionais”, o artista passou a fundir peças de sucata e ganhou reputação com esculturas metálicas de insetos, animais mitológicos e nus. Sua primeira exposição individual foi em 1954, na galeria parisiense Lucian Duran.

INFLUENCIADOR

Em 1960, ele já era considerado um dos maiores escultores da França, alinhado ao barulhento grupo dos Nouveaux Réalistes (“Novos Realistas”), formado por nomes como o crítico Pierre Restany e artistas como Yves Klein, Arman e Pierre Restani, que também desafiavam as normas com materiais e formatos inusitados.

É famosa a viagem que Robert Rauschenberg (1925-2008), um dos mais importantes artistas plásticos americanos, fez a Paris nos anos 1960. Entrando em contato com o grupo, ficou impressionado com as obras de César e voltou para os Estados Unidos inaugurando uma nova fase em sua carreira.

— César foi um escultor profundamente marcante na história da arte da segunda metade do século XX — diz Bénédicte Ajac, curadora oficial do Museu Nacional de Arte Moderna (que é abrigado dentro do Pompidou) e que também organizou a exposição. — Seu trabalho revela um extraordinário virtuosismo como escultor e a expressão de uma modernidade em ressonância total com sua era.

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O prestígio de César chegou ao máximo quando, após andanças em ferros-velhos, descobriu um compactador de metal e passou a usá-lo para transformar carros inteiros em monolitos. As “compressões” circularam o mundo e o artista se tornou celebridade. Em 1976, como diz Ajac, foi quase natural que o prêmio do cinema francês ficasse conhecido como César — ele era mais famoso que muitos premiados.

O brasileiro Vik Muniz, que se inspira na experimentação de César, não aprecia tanto sua fase final:

— Depois de se tornar “o escultor oficial da França”, ele ficou menos interessante. Perto da minha casa em Paris há um centauro monumental pelo qual passo sempre e odeio. Em compensação há coisas dele que eu acho geniais, queria ter. Era um cara que ia criando para descobrir o que era criação. Daí o valor de uma exposição que mostre todas essas fases de um artista diverso.

Cinco artistas inspirados por César

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CELEBRITIES: Estado negocia reabertura de Bibliotecas Parque

Fechadas desde dezembro de 2016 por conta da crise no estado, as três bibliotecas parque da cidade (Rocinha, Manguinhos e Centro) podem voltar a funcionar em 2018. Pelo menos é o que pretende a secretaria estadual de Cultura, que vem tentando costurar acordos com a prefeitura do Rio (para reabrir as duas primeiras) e com a Memória da Eletricidade, entidade cultural sem fins econômicos instituída pela Eletrobras, sua principal mantenedora (interessada na do Centro). A ideia da instituição é, além de manter o espaço do Avenida Presidente Vargas e seu acervo de 250 mil itens, transferir para lá todo o material relativo à história da implantação e do desenvolvimento da indústria da eletricidade no país, como adiantou Ancelmo Gois, em sua coluna, no GLOBO.

A quarta unidade das bibliotecas parque, em Niterói, não preocupa no momento: foi assumida pela prefeitura da cidade, por meio de um convênio, e permanece aberta.

No caso da Biblioteca Parque do Centro, a negociação ainda está engatinhado. A assinatura da cessão de uso, que estava prevista para esta sexta-feira, não aconteceu, segundo a secretaria de Cultura, porque o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, não pôde vir ao Rio. Segundo a Memória da Eletricidade, ainda há vários passos a serem dados para que fique tudo acertado, entre eles três fundamentais e relacionados entre si: o enquadramento da iniciativa na Lei Rouanet; a definição do aporte, por parte da Eletrobras, da verba necessária para a reabertura do espaço; e a assinatura do Protocolo de Intenções, documento não vinculante no qual estarão definidos ações e procedimentos que cada parte deverá realizar antes de sacramentar o Termo de Cessão.

"Os três pontos ainda estão sendo negociados, não havendo prazo para a conclusão das conversas e, portanto, também não havendo prazo para a reabertura do espaço ou mesmo para a assinatura do Protocolo de Intenções", informou a instituição, em nota.

Já as bibliotecas parque da Rocinha e de Manguinhos fazem parte de um pacote que o governo do estado negocia com a prefeitura do Rio. A intenção é devolver à prefeitura R$ 1,5 milhão residuais dos R$ 19 milhões repassados no passado ao IDG - organização social (OS) responsável por manter as bibliotecas, que desistiu da empreitada em dezembro de 2016 -, juntamente com a administração das duas unidades.

- Recebendo esse dinheiro de volta, eles podem assumir a Rocinha e Manguinhos - conta a subsecretária adjunta de Planejamento e Gestão, Valdineia Balthazar, em conversações com a secretaria municipal de Planejamento e Gestão do município. - Estamos estudando custos para fechar esta cessão de uso. Já enviamos para eles todos os dados relativos aos acervos e as estimativas de custo mensais.
Em Manguinhos, o acervo tem 30 mil itens e os usuários cadastrados chegam a 255 mil. Na Rocinha, são 14 mil itens, e 150 mil usuários cadastrados.

Ainda segundo Valdineia, reabrir os equipamentos culturais tem sido um trabalho hercúleo:

- Estou à frente desta força tarefa para reabrir as três bibliotecas. Quanto mais rapidamente conseguirmos isso, melhor. Há várias formas possíveis de pagamento pelo uso dos espaços que independem de dinheiro. Entrar e mantê-los abertos já é um pagamento imenso.

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